Eu sou Fernanda. E não estou muito certa do que sou. Eu só sei que existe algo sombrio em mim. E eu escondo. E certamente não falo sobre. Mas está lá. Sempre. Esse passageiro sombrio. Quando ele está dirigindo, eu me sinto viva. Meio mal de ter essa sensação de estar completamente errada. Não luto contra ele. Não quero. É tudo que tenho. Nada mais poderia me amar. Nem mesmo - especialmente - eu. Ou é só uma mentira que o passageiro da escuridão me conta? Pois existem momentos ultimamente em que me sinto conectada a algo mais, alguém. É como se a máscara caisse. E coisas, pessoas, que nunca tiveram importância passam a ter. Isso me assusta muito.pessoas tendo um ataque cardíaco